“Essa exposição do Casarão 34 tem um significado todo especial para nossa equipe da Funjope porque estamos fazendo um duplo movimento com essa ação. Estamos homenageando os artistas pretos e pretas, estimulando e dando visibilidade às suas obras e chamando a atenção, sobretudo, para essa temática da consciência negra que é celebrada durante todo o mês de novembro”, declara o diretor executivo da Funjope, Marcus Alves.
A mostra reúne 14 artistas: Aídyne Martins, Dori Nigro, Elioenai Gomes, Estêr Correa, Flaw Mendes, Guaraná Papaya, Guto Oca, Hicor, Jeorge Paiva, Kal Yoga, LiVasc, Natália Araújo, Victor Hugo e Zé Santana. Eles são de diferentes gerações da arte negra e afro-indígena da Paraíba e de Pernambuco.
O curador Robson Xavier explica que a ideia, ao reunir esses artistas negros da Paraíba e Pernambuco para exibir seus trabalhos no Casarão 34, é expor para os visitantes a luta permanente dos artistas afro negros e afro indígenas no Estado que – conforme observa – são invisibilizados pelo sistema dominante das artes visuais. A intenção é que seus trabalhos sejam divulgados, valorizados e acolhidos pela população em geral.
Ele comenta que em 1978, o Movimento Negro Unificado adotou o 20 de novembro como símbolo da resistência do povo preto brasileiro e foi posteriormente instituído como Dia Nacional de Zumbi dos Palmares e da Consciência Negra pela Lei nº 12.519. Por isso, entende que se faz necessário lembrar sempre, não só anualmente, os racismos presentes nas estruturas coloniais no Brasil, presentes e vivas na sociedade contemporânea.
“Pretendemos apresentar uma amostra da arte negra experimental contemporânea para a população paraibana, marcando o espaço público municipal da Galeria Casarão 34 como um local de disputa e problematização da valorização da arte produzida pelos artistas negros e racializados no campo da arte contemporânea”, ressalta.
Robson Xavier também disse o que espera desse momento: “Celebrar o espaço de multiplicidade, respeitando, valorizando e apoiando a produção artística de jovens dos artistas negros em diálogo com artistas com maior tempo de trajetória, destacando os trabalhos e os enfrentamentos realizados pelos artistas no seu cotidiano. Além disso, a intenção é reforçar o papel da instituição cultural pública garantindo espaços para a produção da arte afro negra e afro indígena contemporâneas na região, que necessitam de incentivo, fomento, espaço e divulgação”, complementou.
Serviço: Exposição ‘Ilê: arte preta experimental’
Local: Galeria Casarão 34 (Praça Dom Adauto, 34 – Centro)
Visitação: Segunda a sexta-feira
Horário: 9h às 17h
Entrada gratuita
Texto: Lucilene Meireles
Edição: Felipe Silveira
Fotografia: Divulgação
Fonte: PMJP












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